quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Antônimo

Um caipira estava num bar quando um outro freguês falou:

— Zé, vamo brincar de antônimo?

— Qui é isso?

— É o contrário. Exemplo: doença e saúde, seco e molhado.

— Ah, bão! Então vamo.

— Valendo uma cerveja, tá bem?

— Tá bão!

— Vamo lá, Zé. Qual é o antônimo de preto?

— Branco, ora.

— Muito bem. E o antônimo de verde?

— Verde? Verde num tem antônimo, não.

— Tem, sim. É maduro. Manda uma cerveja aí, seu Antônio. É por conta do Zé.

O Zé ficou na dele, sem reclamar. Passados uns dez minutos, o pentelho chega de novo no Zé:

— Zé, agora você me pergunta e eu respondo, valendo duas cerveja. Valeu?

— Valeu.

— Pode perguntar Zé!

— Tá bão. Qual é o antônimo de fumo?

— Zé, fumo não tem antônimo.

— Tem sim.

— E qual é?

— É vortemo. Tonho, manda duas cerveja!

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