terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Flávio - A Charge Online

Frank - A Notícia – SC

Mais Minino

Dois políticos analisam uma proposta de negociata em Brasília. São muitos milhões em jogo. Um deles pergunta:

- Quando nos dariam por isso?

- Mais seu minino, num país sério, nos dariam uns quinze anos, no mínimo.


Gilmar – A Charge Online

J. Bosco - O Liberal – PA

Jorge Braga - O Popular – GO

Falta de coleguismo

O homem trabalhava na construção civil e chegou em casa mais cedo.

- O que houve? - perguntou a mulher.

- É que eu fui ao enterro de um colega lá da construção. Ele caiu do vigésimo andar, coitado. Deixou a mulher grávida e mais dois filhos. Ainda bem que a mulher dele vai receber o seguro de vida. São quase quinze mil reais.

- E onde é que você se meteu que não estava trabalhando com ele?


Lila - Jornal da Paraíba - PB

Mariosan – O Popular – GO

Miguel - Jornal do Commercio – PE

Distração

E no congresso nacional daquele país:

- Sua excelência quer fazer o favor de tirar a mão do meu bolso?

- Perdão, excelência. Pensei que sua excelência estivesse distraído.


Paulo Caruso – JB Online

Pelicano - Bom Dia – SP

Ronaldo - Jornal do Commercio – PE

Acelera!

Um pedreiro estava trabalhando no quadragésimo nono andar de um prédio quando perdeu o equilíbrio e caiu. A queda foi uma cena dramática. Enquanto ele caía, um colega de trabalho gritava lá de cima:

- Acelera, Zezinho. Vem um tijolo aí atrás!


Samuca - Diário de Pernambuco – PE

Solda - O Estado do Paraná – PR

Sponholz - Jornal da Manhã – PR

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Diálogo

- O que você vai ser quando crescer, filho?
- Presidente da República, pai.
- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?
- Pra não precisar estudar.
- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.
- Então quero ser vice-presidente.
- Vice, filho? Por quê?
- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até a quinta série primária. Já posso parar.
- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.
- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o vice, a Xuxa, o Kaká, o Zeca Pagodinho…
- É que eles têm um talento…
- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?
- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.
- O presidente e o vice não são artistas.
- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.
- Se eu estudar vou ganhar mais do que o Kaká?
- Menos.
- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.
- Você já está numa boa escola, filho.
- Quero ir pra escolinha de futebol.
- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente.
- Acho que vou querer ser corrupto.
- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira.
- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto, pedirei só de quatro queijos.
- Ser corrupto é muito feio, meu filho.
- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e quase todos conseguem ser reeleitos?
- É complicado de explicar, Wilk. Mas isso vai mudar.
- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.
- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?
- É só olhar televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.
- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?
- Sei. É empregar os parentes da gente.
- E você quer fazer isso?
- Claro. Assim ia acabar com os vagabundos da família.
- Filho, você precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá, engenheiro?
- Não. De jeito nenhum. Tô fora, pai!
- Mas por que, filho?
- Eles nunca vão ao Faustão.
- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?
- Vou querer ser astronauta ou jornalista.
- Hummm… Jornalista? Por que mesmo, filho?
- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista.


Amâncio - Tribuna do Norte – RN

Amarildo - A Gazeta – ES

André Marangoni - A Tribuna - SP

Mulher?

O velhinho entra no consultório e vai falando para o médico:

- Doutor, preciso de sua ajuda, doutor. O senhor sabe que eu já tenho noventa e cinco anos, não é? Acontece que eu não paro de correr atrás das mulheres.

- Mas isso é muito bom. Mostra que o senhor ainda gosta das boas coisas da vida. Não vejo mau nenhum nisso.

- O problema, doutor é que quando eu consigo uma mulher nem me lembro mais pra que é que ela serve.


Bello - Tribuna de Minas – MG

Bruno - Valeparaibano – SP

Dálcio - Correio Popular – SP

O Filé Mignom

Bairro pobre de uma cidade qualquer do Brasil. Há um tumulto, um corre-corre logo depois da esquina. O que é? Vamos ver. Ah, não é nada de mais: apenas uma desesperada turba de famintos que persegue cinco apetitosos pãezinhos. Os pãezinhos correm, se escondem, fazem o que podem para sobreviver. Após alguns minutos nessa guerra, apenas um dos pãezinhos consegue escapar. Uff! O sobrevivente foge por uma rua pouco movimentada. Logo adiante, o pãozinho vê um garboso filé de uns três, quatro quilos andando calmamente. Aí o pãozinho grita para ele:

- Cuidado! Não vá por aí. É melhor você voltar. Tem uma multidão faminta bem ali na frente.

O filé continua andando tranqüilamente enquanto diz ao pãozinho:

- Qual nada! Não há perigo nenhum. Aqui ninguém me conhece.


Fausto - Olho Vivo

Frank - A Notícia – SC

Iotti - Zero Hora – RS

O espelho

Era uma vez uma aldeia muito distante da civilização. Certo dia, um de seus habitantes teve de ir até a cidade que ficava muito longe. Antes de partir, ele perguntou à mulher o que ela queria de presente.
- Traga o que você achar de mais bonito - disse ela.
O homem partiu. Chegou à cidade e, depois de resolver os assuntos que tinha a resolver, ele foi comprar o presente da esposa. Ele foi ao shopping center, procurou ver as novidades e o que ele viu de mais bonito foi um espelho. Ele comprou o espelho, mandou embrulhar para presente e voltou para casa. Vários dias depois, ao chegar em casa, ele deu o presente à mulher. A mulher, que não conhecia espelho, tomou um grande susto ao ver a sua imagem refletida nele. Tomou um susto e foi conversar com a mãe dela.
- A senhora viu a mulher que meu marido trouxe lá da cidade? Ela é muito bonita. Já estou achando que ele vai me deixar pra ficar com ela.
- Cadê essa mulher? - perguntou a mãe. - Mostra aqui.
Ela olhou o espelho, olhou, pensou e depois devolveu o espelho à filha dizendo:
- Te deixar por uma coisa feia dessas? Velha, enrugada, descabelada, desdentada? Só se ele for muito burro, minha filha.


J. Bosco - O Liberal – PA

Junião - Diário do Povo – SP 1

Lila - Jornal da Paraíba - PB

No hospital

O médico passa e uma enfermeira comenta com uma colega:

- Você já notou como esse médico novo se veste bem?

- E rápido - diz a outra.


Myrria - A Crítica – AM

Passofundo – O Nacional - RS

Regi - Amazonas em Tempo – AM

Sobremesa

O canibal está terminando de almoçar aí o garçom se aproxima:

- E pra sobremesa, o que o senhor vai querer?

O canibal dá uma mirada de alto a baixo no garçom e fala:

- Você...


Ronaldo - Pioneiro - RS

Samuca - Diário de Pernambuco – PE

Solda - O Estado do Paraná – PR

Voto fantasma

Essa aconteceu num desses currais eleitorais. Com ou sem urna eletrônica, dizem que essas coisas sempre ocorreram e vão continuar a ocorrer. Como os eleitos são os mesmos de sempre, os mortos continuam a votar e nada acontece. A não ser a frustração dessa triste viúva.

No dia seguinte à eleição, a mulher foi ao cemitério. Chegando ao túmulo do falecido marido, ela falou muito irritada:

- Seu desgraçado, insensível, miserável. Você não tem mais a menor atenção comigo. Ontem você foi votar lá na cidade e não teve sequer a consideração de me procurar.


Sponholz - Jornal da Manhã – PR

Tacho – Jornal NH – RS

Xalberto – A Charge Online

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Portuga Daltônico

Em Lisboa um carro passa o sinal vermelho. O policial, furioso, manda o motorista parar o veículo e pergunta:

— O senhor não viu o sinal vermelho?

— Desculpe senhor guarda, mas é que eu sou daltônico!

— Ah, é daltônico! E lá na Daltônia não existem semáforos?