terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Mais Minino
Falta de coleguismo
O homem trabalhava na construção civil e chegou em casa mais cedo.
- O que houve? - perguntou a mulher.
- É que eu fui ao enterro de um colega lá da construção. Ele caiu do vigésimo andar, coitado. Deixou a mulher grávida e mais dois filhos. Ainda bem que a mulher dele vai receber o seguro de vida. São quase quinze mil reais.
- E onde é que você se meteu que não estava trabalhando com ele?
- O que houve? - perguntou a mulher.
- É que eu fui ao enterro de um colega lá da construção. Ele caiu do vigésimo andar, coitado. Deixou a mulher grávida e mais dois filhos. Ainda bem que a mulher dele vai receber o seguro de vida. São quase quinze mil reais.
- E onde é que você se meteu que não estava trabalhando com ele?
Distração
Acelera!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Diálogo
- O que você vai ser quando crescer, filho?
- Presidente da República, pai.
- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?
- Pra não precisar estudar.
- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.
- Então quero ser vice-presidente.
- Vice, filho? Por quê?
- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até a quinta série primária. Já posso parar.
- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.
- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o vice, a Xuxa, o Kaká, o Zeca Pagodinho…
- É que eles têm um talento…
- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?
- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.
- O presidente e o vice não são artistas.
- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.
- Se eu estudar vou ganhar mais do que o Kaká?
- Menos.
- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.
- Você já está numa boa escola, filho.
- Quero ir pra escolinha de futebol.
- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente.
- Acho que vou querer ser corrupto.
- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira.
- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto, pedirei só de quatro queijos.
- Ser corrupto é muito feio, meu filho.
- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e quase todos conseguem ser reeleitos?
- É complicado de explicar, Wilk. Mas isso vai mudar.
- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.
- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?
- É só olhar televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.
- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?
- Sei. É empregar os parentes da gente.
- E você quer fazer isso?
- Claro. Assim ia acabar com os vagabundos da família.
- Filho, você precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá, engenheiro?
- Não. De jeito nenhum. Tô fora, pai!
- Mas por que, filho?
- Eles nunca vão ao Faustão.
- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?
- Vou querer ser astronauta ou jornalista.
- Hummm… Jornalista? Por que mesmo, filho?
- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista.
- Presidente da República, pai.
- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?
- Pra não precisar estudar.
- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.
- Então quero ser vice-presidente.
- Vice, filho? Por quê?
- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até a quinta série primária. Já posso parar.
- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.
- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o vice, a Xuxa, o Kaká, o Zeca Pagodinho…
- É que eles têm um talento…
- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?
- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.
- O presidente e o vice não são artistas.
- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.
- Se eu estudar vou ganhar mais do que o Kaká?
- Menos.
- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.
- Você já está numa boa escola, filho.
- Quero ir pra escolinha de futebol.
- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente.
- Acho que vou querer ser corrupto.
- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira.
- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto, pedirei só de quatro queijos.
- Ser corrupto é muito feio, meu filho.
- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e quase todos conseguem ser reeleitos?
- É complicado de explicar, Wilk. Mas isso vai mudar.
- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.
- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?
- É só olhar televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.
- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?
- Sei. É empregar os parentes da gente.
- E você quer fazer isso?
- Claro. Assim ia acabar com os vagabundos da família.
- Filho, você precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá, engenheiro?
- Não. De jeito nenhum. Tô fora, pai!
- Mas por que, filho?
- Eles nunca vão ao Faustão.
- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?
- Vou querer ser astronauta ou jornalista.
- Hummm… Jornalista? Por que mesmo, filho?
- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista.
Mulher?
O velhinho entra no consultório e vai falando para o médico:
- Doutor, preciso de sua ajuda, doutor. O senhor sabe que eu já tenho noventa e cinco anos, não é? Acontece que eu não paro de correr atrás das mulheres.
- Mas isso é muito bom. Mostra que o senhor ainda gosta das boas coisas da vida. Não vejo mau nenhum nisso.
- O problema, doutor é que quando eu consigo uma mulher nem me lembro mais pra que é que ela serve.
- Doutor, preciso de sua ajuda, doutor. O senhor sabe que eu já tenho noventa e cinco anos, não é? Acontece que eu não paro de correr atrás das mulheres.
- Mas isso é muito bom. Mostra que o senhor ainda gosta das boas coisas da vida. Não vejo mau nenhum nisso.
- O problema, doutor é que quando eu consigo uma mulher nem me lembro mais pra que é que ela serve.
O Filé Mignom
Bairro pobre de uma cidade qualquer do Brasil. Há um tumulto, um corre-corre logo depois da esquina. O que é? Vamos ver. Ah, não é nada de mais: apenas uma desesperada turba de famintos que persegue cinco apetitosos pãezinhos. Os pãezinhos correm, se escondem, fazem o que podem para sobreviver. Após alguns minutos nessa guerra, apenas um dos pãezinhos consegue escapar. Uff! O sobrevivente foge por uma rua pouco movimentada. Logo adiante, o pãozinho vê um garboso filé de uns três, quatro quilos andando calmamente. Aí o pãozinho grita para ele:
- Cuidado! Não vá por aí. É melhor você voltar. Tem uma multidão faminta bem ali na frente.
O filé continua andando tranqüilamente enquanto diz ao pãozinho:
- Qual nada! Não há perigo nenhum. Aqui ninguém me conhece.
- Cuidado! Não vá por aí. É melhor você voltar. Tem uma multidão faminta bem ali na frente.
O filé continua andando tranqüilamente enquanto diz ao pãozinho:
- Qual nada! Não há perigo nenhum. Aqui ninguém me conhece.
O espelho
Era uma vez uma aldeia muito distante da civilização. Certo dia, um de seus habitantes teve de ir até a cidade que ficava muito longe. Antes de partir, ele perguntou à mulher o que ela queria de presente.
- Traga o que você achar de mais bonito - disse ela.
O homem partiu. Chegou à cidade e, depois de resolver os assuntos que tinha a resolver, ele foi comprar o presente da esposa. Ele foi ao shopping center, procurou ver as novidades e o que ele viu de mais bonito foi um espelho. Ele comprou o espelho, mandou embrulhar para presente e voltou para casa. Vários dias depois, ao chegar em casa, ele deu o presente à mulher. A mulher, que não conhecia espelho, tomou um grande susto ao ver a sua imagem refletida nele. Tomou um susto e foi conversar com a mãe dela.
- A senhora viu a mulher que meu marido trouxe lá da cidade? Ela é muito bonita. Já estou achando que ele vai me deixar pra ficar com ela.
- Cadê essa mulher? - perguntou a mãe. - Mostra aqui.
Ela olhou o espelho, olhou, pensou e depois devolveu o espelho à filha dizendo:
- Te deixar por uma coisa feia dessas? Velha, enrugada, descabelada, desdentada? Só se ele for muito burro, minha filha.
- Traga o que você achar de mais bonito - disse ela.
O homem partiu. Chegou à cidade e, depois de resolver os assuntos que tinha a resolver, ele foi comprar o presente da esposa. Ele foi ao shopping center, procurou ver as novidades e o que ele viu de mais bonito foi um espelho. Ele comprou o espelho, mandou embrulhar para presente e voltou para casa. Vários dias depois, ao chegar em casa, ele deu o presente à mulher. A mulher, que não conhecia espelho, tomou um grande susto ao ver a sua imagem refletida nele. Tomou um susto e foi conversar com a mãe dela.
- A senhora viu a mulher que meu marido trouxe lá da cidade? Ela é muito bonita. Já estou achando que ele vai me deixar pra ficar com ela.
- Cadê essa mulher? - perguntou a mãe. - Mostra aqui.
Ela olhou o espelho, olhou, pensou e depois devolveu o espelho à filha dizendo:
- Te deixar por uma coisa feia dessas? Velha, enrugada, descabelada, desdentada? Só se ele for muito burro, minha filha.
No hospital
Sobremesa
Voto fantasma
Essa aconteceu num desses currais eleitorais. Com ou sem urna eletrônica, dizem que essas coisas sempre ocorreram e vão continuar a ocorrer. Como os eleitos são os mesmos de sempre, os mortos continuam a votar e nada acontece. A não ser a frustração dessa triste viúva.
No dia seguinte à eleição, a mulher foi ao cemitério. Chegando ao túmulo do falecido marido, ela falou muito irritada:
- Seu desgraçado, insensível, miserável. Você não tem mais a menor atenção comigo. Ontem você foi votar lá na cidade e não teve sequer a consideração de me procurar.
No dia seguinte à eleição, a mulher foi ao cemitério. Chegando ao túmulo do falecido marido, ela falou muito irritada:
- Seu desgraçado, insensível, miserável. Você não tem mais a menor atenção comigo. Ontem você foi votar lá na cidade e não teve sequer a consideração de me procurar.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Portuga Daltônico
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